
Cada ano o festival tem um foco em um país.
Esse ano é o Canadá. E, pois bem, comecei minha maratona cinéfila (só na 2ª feira, é verdade, culpa do congresso de sábado e do plantão de domingo) pelo canadense C.R.A.Z.Y. A história se passa nos anos 70 e conta como vive e convive) uma família cujos nomes dos cinco filhos começa por cada uma das letras que forma o título do filme. E o protagonista é o 4º filho, Zac. De um jeito sensível e muitas vezes divertido (levando uma platéia blasé e modernosa às gargalhadas), a gente assiste o Zac nascer no dia do natal, só ganhar presente que ele não quer, tomar porrada do irmão, fumar maconha mas, principalmente, a gente vai sutilmente, claramente, enxergando o mesmo que o personagem: que ele é “diferente” dos outros, como diria o próprio. e, com isso, vêm todos os conflitos (internos ou não) inerentes da auto-afirmação, aceitação da família e tal.
Uma história cheia de pequenas riquezas, os problemas e os trunfos de toda família. Sobre o amor incondicional dos pais pela prole. Por tudo o que seus filhos são e, principalmente, apesar daquilo que são. E, ainda por cima, com toda aquela indumentária (roupas, sapatos, acessórios, móveis e vitrola) dos anos 70 que eu sempre invejo.
Um comentário pró-nerd: sempre tem um irmão intelectual e é sempre o irmão intelectual que cresce e vira um adulto equilibrado, bem-sucedido, casa com uma menina bonita pela qual ele tem um amor enorme. E o pai sempre gosta mais dos irmãos mais errados, intensos, cheios de complexidades e facetas (não são protagonistas por acaso). Eu, no caso, sou adepta do movimento “nerds mandam bem”, “nerds are hot” e similares, e vou ser sempre aquela menina do filme que olha pro nerd, suspira e casa com ele. A moça que nunca vai ser protagonista, mas que vai sempre acabar casando com o nerd certinho e bonzinho, que aparta as brigas dos irmãos no natal.
Que nem nos livros do Pedro Bandeira: eu sempre torcia pra Magri ficar com o Crânio. E um dia (oba, o pedro também deve ser nerd) minhas preces foram atendidas.

Fevereiro 6, 2009 às 2:24 pm
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