Archive for julho \26\UTC 2007

Música do Mundo

julho 26, 2007

Putamayo Presents Turkish Groove

Meu mais novo vício:

as coletânias Putumayo Presents.

Putamayo Presents Paris

um amigo tinha me dado de aniversário há uns 3 anos atrás o Cape Verde, com músicas de artistas da ilha.

e outro dia, folheando uma revista, tinha uma crítica sobre essa coletânea de world music que eu nem sabia que era tão extensa assim. tem música de todos os cantos: asiática, africana, caribenha, francesa, mediterrânea, latina, das ilhas do pacífico… tem umas edições especiais pra crianças também. e que bom. acredito que crianças expostas a diferentes e variados estímulos, nos momentos certos, se tornam pessoas mais criativas. e o que seria a criatividade senão a expressão mais charmosa da inteligência? um pouco de mozart também não deve fazer mal. e foi por isso que pus os bebês da bessie pra escutarem mozart, bem baixinho, enquanto eles não abriam os olhos.

estou ouvindo sem parar os CDs. e as músicas provocam tantos tipos diferentes de emoções. são tão ricas e peculiares e cheias de raízes fortes, de herança, de alma.

o que sempre me remete aquele célebre questionamento: quanta coisa boa a gente perde ou deixa de conhecer do mundo quando está absorto em si próprio?

mas queria mesmo era ter os cds, de fato. porque, além disso tudo, as capas são tão lindas…

Putamayo Presents Music from the Chocolate Lands

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Eu não sou caricaturável

julho 16, 2007

Na época da escola 2 pessoas tentaram me desenhar algumas vezes: meu amigo artista e meu namorado artista (hoje em dia designer-high-tech). Fui campeã da frustração de caricaturista deles. Meu amigo disse um dia: ah, desisto, você não é caricaturável.

Hoje, relaxando depois do almoço, resolvi ir lá naquele site que diz com que celebridades você mais se parece. Na rua já me disseram que eu era parecida com a Luana Piovani (!), em diferentes lugares e épocas da vida. Pois então segui as instruções do site, subi fotos de mim olhando pra câmera, no meu próprio quarto. E não roubei: sem maquiagem, sem retoques photoshopísticos, bad hair day, cara de cansaço e tudo mais. Em umas sorri mais do que em outras, em uma prendi o cabelo. E acho que consegui confundir bem o mecanismo, porque em cada um ele dizia que eu parecia mais com uma celebridade diferente. Tem umas que nunca ouvi falar. Mas tá vendo como a vida é injusta? Enquanto a minha amiga linda se parece 90% com a Kirsten Dunst o máximo que eu consegui foi 78% com a Piper Perabo, aquela de Coyote Ugly, lembra? Pelo menos tem a Anne Hathaway logo em seguida, que eu acho fofa, e a Jessica Biel aparece também, apesar de eu não achar ela nada demais, mas só o fato de ela ter sido eleita a mulher mais sexy do mundo já deve contar alguma coisa, não?

Mas se inventarem a versão brasileira e der Luana Piovani, será que eu posso concorrer a uma música do Caetano também?

O troço que move montanhas na cidade luz

julho 9, 2007

Paris, Je T’aime

Paris, Je T’Aime é auto-explicativo. Histórias de amor passadas em Paris (não tinha lugar mais adequado, não?)
20 curtas, alguns deles de diretores renomados. uns 2 deles dispensáveis, mas que nem por isso deixam de ser válidos. uma meia dúzia que a gente torce pra que continue, pra que seja um longa.

Mas não sobre o amor óbvio, homem-mulher, arroz com feijão. Tem amor de mãe, amor doentio, amor por desconhecidos, amor de pai que virou avô, amor platônico, amor próprio, amor de filho. Amor que começa na dor, no desespero, na solidão, na identificação. Amor que nasce do fim iminente. Amor que começa com admiração e amor que nunca se consuma. E o que nunca termina, mesmo depois de papéis assinados e famílias reconstituídas.

E umas pérolas, como a Maggie Gyllenhaal doidona de crack, o Gérard Depardieu fazendo uma ponta de maitre, a Ludivine quase indistingüivel, numa cena de pouca luz, Gaspard Ulliel lindo e gay, os gritos da Natalie Portman e o tapa da Fanny Ardant.

É desses que, quando sair em DVD, vou querer ver de novo.

Precisa-se de desapego

julho 3, 2007

a vida é feita de escolhas. São tempos de crise.

Além da minha crise religiosa-espiritual e crise de formanda, tenho outra crise de essência going on. Eu, que nunca liguei pra essas coisas, subitamente quero ter e acumular bens materiais. Fiz 24 anos e involuí (será?) Blusinhas fofas, calças m. officer, sandálias em promoção, soutiens lindos e até cremes pra cabelo entraram no meu subconsciente e agora disputam espaço com as quinquilharias tecnológicas que eu cobiço (até então meus únicos objetos de desejo). Ultimamente tenho sido rasa: quero tudo isso, só coisa boa e bonita. Será que subitamente me tornei o meu pior pesadelo, frívola e consumista, rendida pela pressão social ou, pior, pela minha própria? Ou será que é tudo efeito retardado de todas aquelas Allures e Vogues cheias de roupas e maquiagens maravilhosas que andei folheando desde os 15 anos de idade até hoje em dia?

Não sei de onde eu tirei essa novidade despediosa de impulso de comprar. Parece uma intervenção: a pessoa está lá, calmamente passeando pela rua quando, de repente, se sente inexplicavelmente atraída por alguma coisa que, na prática, cruamente, só serve pra impedir que a gente fique mais propensa a infecções respiratórias e de pele e também pra que todo mundo não acabe sendo preso por atentado ao pudor. E daí parece que, se a gente não puder possuir o item em questão, fica uma sensação esquisita, de que falta alguma coisa no meu dia, na minha vida, no meu armário! Minha cabeça aparentemente voltou de Curitiba tão contaminada quanto o meu sotaque. Culpa de todas as mulheres circulando, lindas e fashion? (Como se isso fosse exatamente uma oposição às cariocas descontraídas e cheias de bossa.) Bem, agora é assim. Estou inconsistente, superficial, leviana. Sou uma despesa ambulante!

Talvez seja fase. Uma grande onda assim, meio fútil. Pessoas são cheias de voltinhas e fases. Principalmente as portadoras de cromossomos XX. Como se volta? Não quero mais uma sandália nova nem uma calça jeans com brilhinho nos bolsos de trás pra usar à noite. Quero voltar a ser hipponga desapegada. Mas, se eu não conseguir, por favor não me empurrem pro grupinho das patys na hora do recreio: elas podem ser bem divertidas, mas não vão querer me fazer companhia no Anima Mundi!