Archive for the ‘Futilidades’ Category

Eu não sou caricaturável

julho 16, 2007

Na época da escola 2 pessoas tentaram me desenhar algumas vezes: meu amigo artista e meu namorado artista (hoje em dia designer-high-tech). Fui campeã da frustração de caricaturista deles. Meu amigo disse um dia: ah, desisto, você não é caricaturável.

Hoje, relaxando depois do almoço, resolvi ir lá naquele site que diz com que celebridades você mais se parece. Na rua já me disseram que eu era parecida com a Luana Piovani (!), em diferentes lugares e épocas da vida. Pois então segui as instruções do site, subi fotos de mim olhando pra câmera, no meu próprio quarto. E não roubei: sem maquiagem, sem retoques photoshopísticos, bad hair day, cara de cansaço e tudo mais. Em umas sorri mais do que em outras, em uma prendi o cabelo. E acho que consegui confundir bem o mecanismo, porque em cada um ele dizia que eu parecia mais com uma celebridade diferente. Tem umas que nunca ouvi falar. Mas tá vendo como a vida é injusta? Enquanto a minha amiga linda se parece 90% com a Kirsten Dunst o máximo que eu consegui foi 78% com a Piper Perabo, aquela de Coyote Ugly, lembra? Pelo menos tem a Anne Hathaway logo em seguida, que eu acho fofa, e a Jessica Biel aparece também, apesar de eu não achar ela nada demais, mas só o fato de ela ter sido eleita a mulher mais sexy do mundo já deve contar alguma coisa, não?

Mas se inventarem a versão brasileira e der Luana Piovani, será que eu posso concorrer a uma música do Caetano também?

Precisa-se de desapego

julho 3, 2007

a vida é feita de escolhas. São tempos de crise.

Além da minha crise religiosa-espiritual e crise de formanda, tenho outra crise de essência going on. Eu, que nunca liguei pra essas coisas, subitamente quero ter e acumular bens materiais. Fiz 24 anos e involuí (será?) Blusinhas fofas, calças m. officer, sandálias em promoção, soutiens lindos e até cremes pra cabelo entraram no meu subconsciente e agora disputam espaço com as quinquilharias tecnológicas que eu cobiço (até então meus únicos objetos de desejo). Ultimamente tenho sido rasa: quero tudo isso, só coisa boa e bonita. Será que subitamente me tornei o meu pior pesadelo, frívola e consumista, rendida pela pressão social ou, pior, pela minha própria? Ou será que é tudo efeito retardado de todas aquelas Allures e Vogues cheias de roupas e maquiagens maravilhosas que andei folheando desde os 15 anos de idade até hoje em dia?

Não sei de onde eu tirei essa novidade despediosa de impulso de comprar. Parece uma intervenção: a pessoa está lá, calmamente passeando pela rua quando, de repente, se sente inexplicavelmente atraída por alguma coisa que, na prática, cruamente, só serve pra impedir que a gente fique mais propensa a infecções respiratórias e de pele e também pra que todo mundo não acabe sendo preso por atentado ao pudor. E daí parece que, se a gente não puder possuir o item em questão, fica uma sensação esquisita, de que falta alguma coisa no meu dia, na minha vida, no meu armário! Minha cabeça aparentemente voltou de Curitiba tão contaminada quanto o meu sotaque. Culpa de todas as mulheres circulando, lindas e fashion? (Como se isso fosse exatamente uma oposição às cariocas descontraídas e cheias de bossa.) Bem, agora é assim. Estou inconsistente, superficial, leviana. Sou uma despesa ambulante!

Talvez seja fase. Uma grande onda assim, meio fútil. Pessoas são cheias de voltinhas e fases. Principalmente as portadoras de cromossomos XX. Como se volta? Não quero mais uma sandália nova nem uma calça jeans com brilhinho nos bolsos de trás pra usar à noite. Quero voltar a ser hipponga desapegada. Mas, se eu não conseguir, por favor não me empurrem pro grupinho das patys na hora do recreio: elas podem ser bem divertidas, mas não vão querer me fazer companhia no Anima Mundi!

Não sabia que boneca andava!

junho 28, 2007

Quando a noite vai ser boa as estrelas aparecem mais cedo!

– Você acredita em amor à primeira vista ou vou ter que passar aqui de novo?

Tenho uma confissão a fazer: adoro cantadas escrotas. Estou colecionando-as de uns tempos pra cá. Quanto mais toscas melhor. Um cara mala que chega na menina da fila do supermercado bem poderia mantar uma série de cantadas ridículas. Pelo menos ia fazê-la rir… E aí, já é ou já era?

– Só vou te fazer 3 perguntas: qual o seu nome, quer ficar comigo e por que não?

– Hoje é teu aniversário?
– Não, por quê?
– Porque você tá de parabéns!

– Seu pai é padeiro?
– Por quê?
– Porque você é um sonho.

– Você trabalha na Fiat?
– Por quê?
– Porque você faz o meu Tipo e é o meu Stilo!

– Não sou Casas Bahia mas tenho dedicação total a você. / – Não sou o Banco Itaú mas acho que fui feito pra você.

– Posso te pagar um sorvete?
– Não.
– Então paga um pra mim?

– Tá quente demais aqui ou é meu sangue que ferve por você?

– Ei, gata, tua roupa é linda!
– Ah, brigada..
– Ia combinar muito com o carpete lá de casa!

– Você sabe onde tem um correio por aqui?
– Blablabla…
– Obrigado, vou correndo lá pra te mandar uma carta de amor.

– Me dá um beijo?
– Não!
– Vamos fazer um acordo então: eu te dou um beijo, se tu gostar eu te dou outro.
– E se eu não gostar?
– Aí tu me devolve.

– Tua amiga tá aí sozinha?
– Tá.
– Então pede pra ela te pôr na minha fita.

e uma bem ao estilo tire-as-crianças-da-sala:
Mulher, casa comigo que tu não passa fome.
De dia, você come lingüiça. De noite, a a lingüiça te come!

sério. você não ia dar umas gargalhadas depois de uma seqüência ninguém-merece dessas?

mas a melhor foi uma que ouvi outro dia, de uma menina pro cara interessante na night:

– Oi, se quiser ficar comigo me avisa, tá? Tô ali, ó.

E Funcionou 😀

I ♥ Grey’s Anatomy

maio 28, 2007

sério. pessoas não ganham globos de ouro à toa.
e sobre os muitos beijos em pessoas diferentes: que grupo de amigos não é assim? ; )

A mulher mais gostosa do Brasil

março 20, 2007

Existe uma coisa muito divertida nas estatísticas desse blog: os termos buscados que trazem (de uma forma bem bizarra, como a pessoa amada em 3 dias) gente aqui. Fico impressionada como o google é realmente usado como oráculo. Olha o tipo de coisa que nego digitou e veio parar aqui:

– porque a comida de hospital e tão ruim?

– vagas de motorista de taxi em curitiba

– como comprar taxi em curitiba

– como organizar festa em casa

– comunidade no orkut com cenas de estupro

– pessoas que fazem só um coisa no trabalho

– as coisas só acabam quando o final é

– o mal da luz estroboscopica

– o dia que começa as estações

– roupas de esquimó

– as melhores fodas do mundo

e a minha preferida, porque cabe uma auto-crítica:

– não tem moral, mas adora julgar os outros

e agora também vão chegar aqui quando procurarem “a mulher mais gostosa do brasil” hihihihi
(e, pra quem não quer ler essas bobagens, escrevi no comatoso).

Ruim com eles, pior sem eles

fevereiro 10, 2007

chuveiro!

Parece que um dos meus carmas é lidar com chuveiros temperamentais. Parece que exerço algum tipo de atração sobre eles. Estou pensando em abrir um centro psiquiátrico pra chuveiros com transtorno bipolar. Ou um grupo de apoio para pessoas que sofrem do mesmo mal. Vou botar na minha porta uma plaquinha assim: “você tem problemas de relacionamento com o seu chuveiro? Nós podemos ajudar.”

Por que é que é tão difícil regular um mecanismo tão indispensável pra humanidade?

O ápice do meu problema com chuveiros foi há pouco tempo em uma pousada no caminho de Curitiba pro Rio. O bicho ficava ou infernalmente pelando ou polarmente congelante. E o jeito foi tomar banho na breve transição de 30 segundos entre cada estado de humor.

Outra coisa que sempre tive dificuldade pra manipular é o ar condicionado do carro. O do meu, por exemplo, vai até o centro todo dia sendo ligado e desligado. Porque o “1” é frio demais e no “0” parece faltar oxigênio pra respirar. Mas com esse problema eu não preciso me preocupar mais, porque aqui eu sou pedestre.

Aliás, isso me lembra uma vez que fui pra Teresópolis de ônibus. Sentei lá na frente, bem do lado do motorista, e ganhei de presente aquela janelona dianteira pra ficar espiando os motoristas e passageiros dos carros da frente. Nesse dia descobri que as pessoas fazem obsessivamente 2 coisas enquanto dirigem: mudam a estação do rádio e abaixam ou aumentam o ar condicionado. E, desde então, sempre que ando num veículo alto em que dê pra observar as pessoas dentro dos carros, não deixo de perceber e me parabenizar pela descoberta dessa compulsão coletiva por trocar a estação do rádio e o nível do ar.

Deviam fazer um estudo sociológico.

5 things i can’t live without

novembro 17, 2006

não tem essa lacuna no orkut?

então. outro dia estava pensando na morte da bezerra e descobri que eu tenho uma listinha de
coisas (mas coisas mesmo) sem as quais minha vida é, sem dúvida, mais chata.

minhas 5 coisas indispensáveis:

1 – Silicone da Kérastase

mi silicone querido

Depois de anos usando silicones fedidos, de 3 reais e que ou não adiantavam ou então deixavam o cabelo todo ensebado, resolvi investir no tal do oléo relax e fiquei viciada. O cheiro é muito bom e o cabelo fica tão bonito. Como o meu tem vontade própria, se está num dia mais pra liso, eu passo na vertical, alisando as pontinhas; se está mais pra ondulado, eu uso essa iguaria amassando os cachinhos-to-be. O meu está acabando e já estou preocupada em não conseguir comprar outro antes da última gota.

2 – Relógio

nao dá tempo!

Como vivem as pessoas sem relógio? Saber que horas são é sinônimo de ter uma vida que faça algum sentido. E não é só pra saber se já está na hora de sair pra natação, se ainda dá pra almoçar no plantão (é só até as 14h) ou se o feijão já deve estar cozido. O meu relógio serve, diariamente, pra contar quantas vezes está batendo o coração de um bebê dentro da barriga, quantas vezes uma criança com suspeita de pneumonia respira num período de 1 minuto e quanto tempo dura cada contração uterina durante um trabalho de parto. Entre outras necessidades. Um amigo meu se recusa a usar relógio e eu achava engraçado quando ele vinha conversar com o paciente dele, todo dia, e na hora dos sinais vitais falava: “seu armando, me empresta o seu relógio um minutinho?” Chegou um ponto onde o cara já tirava o relógio sem o meu amigo precisar pedir. “Tá aqui o relógio, doutor.”

3 – Óculos Escuros

achei essa foto o máximo!

Por que eu sou tão fotofóbica?

Não consigo dirigir sem óculos escuros. Parece que a claridade vai me dissolver inteira e me transformar em um pozinho. Só que meus óculos amados sumiram. E aí minha vida virou um inferno (sim, porque eu passo pelo menos 3 horas do meu dia dirigindo com sol batendo no rosto). Fui comprar um na Chili Beans, que até que tem uns preços camaradas, em se tratando de óculos escuros estilosos. Comprei um que achei bonito. Mas fiquei tão indecisa (e experimentei a loja inteira) que o vendedor ficou com pena do meu dilema e disse assim: você leva esse e usa; se não gostar tem 15 dias pra trocar. E vou trocar mesmo. Usei 1 semana e achei ele muito pesado, meu nariz e a área atrás das orelhas ficam todos doloridos. Tá vendo, quero o meu antigo que eu tinha comprado no aeroporto de nova iorque há 2 anos atrás. Sniff.

4 – Guaraná

uh, guaraná!

Olha, eu não sei se vem realmente da frutinha da amazônia ou se é só um xarope com gás que alguém inventou e arranjou um marketeiro pra convencer todo mundo a comprar com o argumento de que olha, é nacional, você não vai prestigiar os frutos da sua terra? Mas eu amo guaraná. Antarctica, claro, porque os outros são amargos demais, doces demais, não existe um igual ao Antarctica. É um sacrifício enorme ficar sem beber meu único refrigerante porque faz mal pro esôfago doente ou então quando estou fora do Brasil. Tem umas combinações perfeitas (as propagandas não eram por acaso): pizza com guaraná, pipoca com guaraná. Eu também gosto particularmente de churrasco com guaraná e feijoada com guaraná. Por outro lado, tem umas coisas que não combinam mesmo: comida japonesa com guaraná é esquisito. E de manhã também não pode. Acho meio nojento esse negócio de tomar refrigerante de manhã, qualquer que seja.

com laranja, então, hmmm

5 – Esmaltes

fotodeunha_esmaltes.jpg

Quando acaba a semana e eu não fui fazer as unhas parece que ficou faltando um pedaço. Ir à manicure é terapêutico: é um momento em que eu simplesmente fico 1 hora sem pensar em nada e leio Caras. É um ritual tão antigo que não imagino como seria se eu me mudasse pro exterior e vivesse em algum lugar onde fazer as unhas é um luxo e custa, tipo, 50 reais. Mas acho que, de repente, seria capaz de eu economizar em comida pra poder ir ao salão de 15 em 15. E tem que ficar mudando a cor do esmalte sempre, se não perde a graça toda da coisa. Por mais sem tempo que eu esteja, com plantão, congresso, aula de natação e mil compromissos, peço pra minha manicure me encaixar no último horário de sábado ou na minha hora de almoço de, não sei, quarta-feira, mas não deixo de ir lá me alienar, saber por que a Débora Secco e o Falcão terminaram e sair feliz da vida, com as unhas bonitas.