Archive for the ‘meus melhores’ Category

I ♥ Grey’s Anatomy

maio 28, 2007

sério. pessoas não ganham globos de ouro à toa.
e sobre os muitos beijos em pessoas diferentes: que grupo de amigos não é assim? ; )

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Visitas – Modo de Usar

maio 28, 2007

a ponte da ópera de arame e o patinho

As visitas têm um grande e irremediável problema: elas vão embora.

Experimente, porque vale à pena. Ter uma companhia familiar pra ir almoçar, passear, ir pra night boa e até passar frio. Mesmo quando a sua hóspede chega às 5:30 da manhã, com 3 graus lá fora, e você sai direto da cama pra abrir a porta. No final de contas, acaba sendo a melhor coisa, porque o dia fica comprido quando a gente leva ele à sério e sai de casa cedinho.

Aí dá tempo de fazer tudo. Turismo, comilança, compras, passeios, night, tanta conversa.
Trate bem sua visita, assim quem sabe ela não volta? Ou não espalha pra todo mundo que você é uma boa guia turística/anfitriã/dona de casa/distraidora do incrível mundo das coisas por resolver?

No fundo esses momentos são os melhores. Por isso que eu nunca vou ganhar o meu primeiro milhão, como deu no teste que eu fiz na revista claudia. Porque ao invés de estar investindo nos negócios eu estava com a minha ilustre visita, num parque, tentando descobrir uma forma de passar pelos gansos sem ser atacada pra fotografar e passar a mão no pêlo de umas capivaras tomando sol.

E quando ela vai embora a gente se lembra porque é que é tão especial aquilo tudo. Porque eu estava longe, sozinha, com frio e com gripe. E, por 2 dias, esqueci tudo isso e nem percebi.

Queria ter te dado um abraço mais apertado quando você saiu do taxi laranja ; )

[ http://www.flickr.com/photos/fernanda ]

Solidão que nada

março 27, 2007

Rio Nhundiaquara

O fim de semana foi um sucesso absoluto.

Primeiro porque quando a gente fica 1 mês sem ver o namorado até ir à padaria de mãos dadas é um programa importante. E ainda ganhar um monte de mordomias como ele não te deixar lavar a louça ou carregar as compras do mercado e a roupa suja pra lavanderia e ainda tirar o lixo, fazer a cama e trazer croissant de nutella do cafeína. Ter a companhia que a gente quer ter todo dia pra comer, pra ver o novo episódio de lost, ir ao cinema, passear pelas ruas da cidade, pegar ônibus e táxi.

Domingo foi divertido. 2 residentes do hospital (um piá e a única guria) nos buscaram, com seus respectivos namorados. Aqui perto, a 1 hora e meia de carro, tem uma cidade chamada de Morretes. Perto de Morretes tem o Rio Nhundiaquara. Onde tem um troço chamado bóia-cross. O sujeito é levado de kombi por um percurso que demora uns 15 minutos, chega lá, pula no rio na sua bóia, que é uma câmara de ar de pneu de caminhão, e desce com o fluxo. Às vezes tem umas corredeiras e ganha uma conotação de aventura, fica todo mundo rindo que nem bobo. Às vezes as águas ficam bem calmas e o sujeito fica só tomando sol e deixando o rio levar, achando, como bem disse meu amigo, que, se um dia se estressou, não se lembra. Isso tudo leva quase umas 3 horas (tanto tempo em uma coisa tão simples e recompensadora pra 15 minutos banais de kombi, impressionante como tempo é um troço relativo).

Depois come-se um barreado, que é uma comida típica daqui: carne de boi desfiada feita com farinha de mandioca e servida com banana. É gostoso.. molhadinho, um salgado que a banana quebra um pouco, estrategicamente. Disseram que fica 12 horas cozinhando, o barreado. O que é engraçado é que já conheci vários curitibanos que não gostam.

O problema da visita de quem a gente gosta é que ele vai embora. Mas deixa uma sensação de paz que dura uns dias inteiros e uma impressão de que pode-se viver com quase nada mesmo. Comer, dormir, um lugar limpo. E alguns sonhos que a gente vai polindo e esculpindo devagarinho, pra ficar cheio de detalhes e preciosismos.

E aconteceu uma coisa mágica: não me senti sozinha depois. A casa ficou cheia desses sentimentos bons. Meus amigos me tratam como se a gente estivesse junto há um tempão (e fica muito tempo junto por dia). E eu fico achando que é verdade mesmo, apesar de saber muito pouco sobre eles, a não ser o essencial, os highlights. Talvez o preço da vida adulta seja perder de vista alguns detalhes sobre as pessoas e sobre as coisas. Mas tem o gordinho super engraçado e que sempre ajuda todo mundo; o minhoca gozado do interior com opiniões polêmicas; o gaúcho figura, cheio de histórias mirabolantes e vítima de todas as piadas possíveis; a menina que é menina mesmo mas tem que ser menos menina do que a maioria das meninas porque está em minoria; o galã cheio das pretendentes mas com a namorada de longa data; o altão zen que parece estar sempre tendo um barato; o empolgadão que sai toda noite e é engraçado sem querer ser; o puxa-saco dos chefes que ninguém confia e todo mundo chama de fura-olhos; o gordão que é todo bebê e gente boa e simpático; o que zoa todo mundo por qualquer coisa e tomou porrada do namorado de uma guria na night um dia desses.

São todos bem queridos. Como dizem por aqui. E ajudam a get through the days. Fica tudo pequeno quando se tem umas pessoas marcantes por perto: a distância, a saudade, as responsabilidades.

Aqui também tem ovos de páscoa nos tetos dos supermercados e das lojas, patinhas de coelhos no chão de algumas farmácias e lojas de 1.99 e dias tão bonitos.

O céu de Curitiba é mais azul que o do Rio.

La Nouvelle

janeiro 2, 2007

Quem é chique mesmo brinda com cerveja argentina de 1 litro!

2007 mal chegou e já estou reclamando que não dá tempo de fazer metade das coisas na To-Do List. Ao menos encerrei o ano fazendo uma boa limpeza nos meus armários e lotando 3 sacolas de roupas e sapatos pra dar a quem precisa. Agora falta organizar as gavetas (cheias de papel, de matéria de faculdade e de cartas) e abrir espaço pra colocar minhas ferramentas de scrapbooking, meu novo hobbie mulherzinha. Falta também renovar a carteira de motorista, a de identidade, organizar festa de despedida e jantar de agradecimento. Entre outras coisas.

Minhas simpatias não foram tão bem sucedidas quanto eu queria que fossem. Meu papelzinho não queimou junto com os outros, na famigerada “caixa das coisas que não queremos em 2007”; minha caneta falhou quando fui escrever as coisas que eu queria pedir a tia iemanjá; uma das minhas primeiras visões de 2007 foi a de um nu frontal de um cara bêbado que se atirou no mar de copacabana. Pra tentar compensar os pequenos deslizes do destino, tomei banho com sabonete de sal grosso e arruda. E usei calcinha verde que tinha até trevinho de quatro folhas. Superstições à parte e chuva à parte (sim, porque parece que são pedro adquiriu um senso de humor bem afiado e peculiar ultimamente: todo reveillon chove!), meu ano novo foi o máximo.

Amigos fodas, lentilhas, todo mundo dançando marchinha de carnaval, teor alcoólico em níveis saudáveis (todo mundo dançando marchinha de carnaval), uma vista bonita, fogos idem, que fizeram a gente exclamar que não entende os chineses, uma francesa bem doida falando em português perfeito que era a gente que bebia pouco, uma indiana que via todo mundo comer carne de vaca e nem se alterava, aglomeração sob guarda-chuvas (é assim, o plural?) e uma migração em massa em direção a ipanema depois dos fogos. O show teve que ser pela televisão mesmo. E foi melhor porque deu pra gente ficar confortável e reparar nas gordurinhas da Ferguie, que geraram manifestações das mais variadas.

Agora só devo dar notícias de novo no final da semana: amanhã parto pra Curitiba pra procurar um lugar pra habitar pelos próximos 5 meses.

Aos que lêem este blog: um 2007 que guarde boas surpresas, traga novas perspectivas, mantenha os bons amigos, a saúde firme e as pequenas alegrias diárias, sem as quais tudo viraria uma rotina automática e monótona.

No mais, desejo manhãs sem trânsito, doces sem calorias, esforços recompensados, otimismo mesmo se tudo parecer ir mal, coragem pra enfrentar a si próprio, concentação pra perseguir os objetivos, equilíbrio pra tomar as decisões certas, humor e diversão a todo o instante (sempre fazem bem) e um amor pra cuidar e ser cuidado.

Fotos:

http://www.flickr.com/photos/fernanda

Copacabana, 31 dezembro 2006, 22:45.

Nights Bombantes, dias bonitos

outubro 16, 2006

Não sou uma pessoa propriamente noturna. Estou, inclusive, na comunidade do orkut “sou velho de nascença” porque, entre outras razões, durmo cedo, e gosto mesmo pra aproveitar bem o dia seguinte. Então, pra que eu tenha coragem/vontade/disposição de me aventurar em alguma coisa que comece 1 da manhã e só termine lá pelas 5 ou 6, há uma série de fatores que precisam estar presentes e conjugados e isso já compõe todo um panorama praticamente cósmico. Logo, é bem raro eu ir pra night.

Mas nesse sábado eu fui pra Tilt, na Fosfobox. E vou ficar aqui recomendando pros meus 5 leitores. Não só porque meu amigo toca na festa e eu sou uma baita péla-saco dele. Mas porque os 3 DJ’s têm um equilíbrio bom entre si, tocam essencialmente o mesmo tipo de música mas cada um imprime sua personalidade nas escolhas. (E não é assim que a gente faz com tudo? que coisa besta de se dizer.) E porque a fosfo tem um espaço legal e sempre dá pra ir lá pra cima e sentar um pouco quando os pés estiverem doendo (culpa dos djs).

As melhores coisas foram poder deixar a bolsa na cabine, dançar com os melhores amigos do mundo como se a gente estivesse na sala da casa de alguém e beber um troço colorido e doce com o dinheiro que eu tinha ganho no pôker. (é, incrível!)

E o que me deixou zonza foi a luz estroboscópica que não parava. Chegou uma hora em que eu, que sou leiga em noites nas quais todas as peças de roupa (eu disse TODAS) chegam em casa fedendo muito a cigarro (favor aprovar logo a lei de não poder fumar em
lugar fechado e fiscalizá-la), não entendia mais o que se passava com tanta piscação incessante, o tempo todo, todo.

Em compensação, acho parto uma coisa bem normal.
: )

Tem feriados que simplesmente não prestam pra viajar. Porque as melhores coisas estão aqui.

Ir lá na cabine se despedir do amigo DJ e sentir uma coisa que parece um conforto. Um orgulhozinho brilhando, uma alegria comprida por ele estar ali fazendo uma coisa que ama, realizado, responsável, e todo novinho. E ele abraçar a gente muito forte e gritar, no meio da barulheira:
– Eu fico muito feliz quando vocês vêm, porra!!

No dia seguinte, ir à praia com todos eles de novo.
E ficar com vontade de fazer a mesma coisa todo fim de semana, porque (deixa eu ser manteiga derretida) tem coisa mais importante nessa vida?