As 10 promessas mais difíceis de manter

julho 29, 2008

1 – dormir cedo

2 – beber 5 litros de água por dia

3 – fazer exercício regularmente, sem desanimar

4 – estudar TODOS os dias

5 – manter meus armários e gavetas sempre arrumados

6 – levar a vida menos a sério

7 – guardar dinheiro de verdade

8 – me livrar desse vício terrível que assola muitas vidas chamado internet

9 – guardar elogios e jogar fora os insultos

10 – ser mais persistente

e mais coisas aqui

Objetos de desejo da semana

julho 28, 2008

Descobri um site com camisetas super mega fofas! Quero essas. E esses moletons de vidrinhos de esmaltes e de coraçõezinhos musicais, que graça!

Mandei um email pra perguntar se eles mandam pro Brasil. Mas acho que não 😦

Update! Eles mandam pro Brasil! O frete é 10 dólares e pouco, parece. Ai, que vontade!

Update2! E não resisti: fiquei 100 dólares mais pobre. Em troca, possuirei o casaco de corações-piano, a camiseta do planeta pedindo carinho e a dos fast-foods simpáticos, cada qual em sua língua. Quão nerd eu posso ser? Nerd contente!

Degrau por Degrau

maio 13, 2008

A residência médica é umas 10 vezes mais concorrida do que o vestibular, pra algumas especialidades. Pra outras, não. Por exemplo, esse ano sobrou vaga pra Pediatria. O negócio é que você, depois de ralar 6 anos pra se formar nesse outro plano de existência que é a medicina, quer fazer residência em um lugar bom. Você quer se dar a esse luxo. E são nesses lugares bons em que a concorrência é pior do que o vestibular. E é nesses lugares bons que você vai deixar de ter vida, sábados, domingos, feriados, enfim, você vai pertencer a um hospital. E ainda vai ter que ter todas as respostas na ponta da língua pra não ganhar um olhar de desprezo ou umas palavras amargas de um chefe que se esqueceu como é ser residente (ou, mais provavelmente, quer vingança). Mas, paradoxalmente, é com isso que todo médico recém-formado (ou prestes a jurar hipócrates) sonha. É a famosa residência dos sonhos. Uma boa e escravizante formação.

Acontece que a maioria das pessoas não quer nem pensar no que pode acontecer caso elas não passem no concurso de residência. Pois então, vou esclarecer: a pessoa volta pro curso (ou não), e se prepare, porque é lá que a ficha cai de verdade. Vai dar uma deprimidinha e emagrecer (ou não). Seus pais vão reagir de alguma forma, pois tinham expectativas (ou não). Vai procurar um plantão de emergência ou CTI pra ganhar uma experiência e um dinheirinho (ou não). E vai tocar sua vida pra frente, vai sobreviver. Como eu estou fazendo. Essas coisas podem acontecer com maior ou menor intensidade quando se sofre uma “derrota”. Eu caí num buraco que parecia não ter fim, me entreguei à angústia, a um desespero avassalador.

Mas cortei o cabelo, abri um blog-brechó, me apaixonei pelo budismo, entrei na terapia e estou subindo, estou tentando rise above. Degrau, por degrau.

Girando

setembro 10, 2007

aniversário do meu primo e afilhado:

impressionante como criança precisa de bem pouca coisa mesmo pra ser feliz 🙂

Feliz agora que mamou?

agosto 31, 2007

o david tem 4 meses e internou com pneumonia. não conseguia respirar, ficava roxo, tinha febre. no fim de semana o pulmão dele colabou. tiveram que correr com ele pro centro cirúrgico pra colocar um dreno e tirar o líquido e o ar que estavam dentro do tórax. já está há alguns dias tomando antibiótico na veia (por isso o curativo estranho no bracinho). estava tão mal, tão mal que, quando cheguei na enfermaria e o encontrei todo calmo depois de ter mamado (antes ele também não conseguia mamar, tamanha era a dispnéia) fiquei tão contente que fiz um videozinho dele.

15 minutos de fama nerd

agosto 29, 2007

“Fernanda tem que se controlar para a internet não atrapalhar os estudos”

eu tenho um tiquinho de vergonha de admitir que eu gosto de ler a megazine até hoje. mas é verdade; toda terça-feira, quando pego o jornal, faço uma leitura super dinâmica das manchetes principais e corro logo pro encarte dos jovens e adolescentes. gosto das reportagens, das críticas bobas de filmes e música e mais recentemente das crônicas do cuenca. me lembro na época do vestibular em que ficava tentando fazer as questões (atualmente nem percebo que elas estão lá, de tão automático que é mudar a página quando chega a seção “vestibular”, argh). mas aí um dia uma menina me ligou e me propôs aparecer numa matéria sobre jovens que passam muito tempo na internet. minha fama nerd já havia vazado. topei, né, não é todo dia em que alguém pergunta se você quer aparecer no jornal e contar algum aspecto da sua vidinha mundana. uma coisa assim meio egocêntrica, meio boicote ao nosso próprio (e querido) anonimato. mas vale. daí elas vieram, a menina legal e a fotógrafa doidinha.

fiquei meio personagem, mas era tudo verdade mesmo. todo mundo é um pouquinho personagem. as legendas na minha foto foram meio infelizes, sim: “pesquisa mostra que jovens cariocas deixam de praticar esportes, estudar e ler para ficarem conectados”. quando, que fique registrado, tenho feito natação 3 vezes por semana e malhado 3 vezes também, estou na fase de mais estudo da faculdade e todo dia procuro ler alguma coisa não relacionada a medicina pra relaxar. mas pelo menos não foi que nem meu amigo que, quando apareceu na mesma seção do jornal, há uns anos atrás, se deparou com a legenda: “hoje em dia é tudo na base da pancada” sob a sua foto.

e os scraps e mensagens ao estilo “sai do orkut e vai estudar” proliferam. meus amigos já foram mais criativos nas zoações… ; )

das belezas da vida que a gente encontra na rede

agosto 15, 2007

1:

Me and You and Everyone We Know

Semana retrasada assisti em DVD “Me and you and everyone we know”. É um filme experimental, da Miranda July, que além de ser a atriz principal (interpretando ela mesma: uma artista contemporânea cheia de camadas) ainda é a roteirista e diretora do filme. E, sabe, fiquei encantada. A história é simples, mas a seqüência de imagens e de acontecimentos banais (que se tornam extraordinários aos olhos de algumas pessoas excêntricas) exploram temas sensíveis (como divórcio, pedofilia e solidão) de uma forma que eu nunca tinha visto. Talvez aqui e ali, salpicado em outros filmes, como a cena do saco em “Beleza Americana”, quando ele diz: “Sometimes there’s so much beauty in the world I feel like I can’t take it, like my heart’s going to cave in.” Eu acho que sou uma viciada incoercível na busca por essa sensação que ele descreve. Eu quero sentir, quero me deixar atropelar, quero ser desintegrada por uma beleza galopante. E que, quando eu conseguir me levantar ou me recompor em moléculas, quero ainda estar sob o efeito embriagante das coisas incríveis. E, assim que ele passar, eu sei que vou precisar de mais.

O que me lembra de “Candy”, que vi outro dia. Sobre outro tipo de dependência. Dois viciados em heroína e no amor sem fundo que sentem um pelo outro embarcam naquela jornada sem volta que a gente já viu em Réquiem. Como diz o personagem do Geoffrey Rush no filme: “When you can stop, you don’t want to. When you want to stop, you can’t.” É verdade que eu não estava esperando muito, mas me surpreendi imensamente. Esse filme é mais lírico que Réquiem, mais frágil, cheio de recursos visuais maravilhosos com música doída, a atuação entregue do Heath Ledger e preciosidades australianas: a fotografia, os sotaques. A Candy (linda, luminosa e loura) e o Danny vão alimentando o vício e consumindo tudo o que era genuíno: o amor, os sonhos, os valores, a ingenuidade. A gente sabe como termina. Mas mesmo assim parece que acabou de ver uma coisa deprimentemente linda.

Candy (2006)

mas depois de assitir “me and you and everyone we know” resolvi googlar a diretora. cheguei ao blog dela, que é mais uma forma de divulgar o próprio trabalho, o livro que ela escreveu, a agenda de exposições pelos próximos meses, os projetos e instalações dos quais ela participa, etc. mas, de lá, encontrei um link pra outra coisa da qual não páro de falar ultimamente.

2:

Constelação nas costas de Jovana Sarver, Philadelphia, Pennsylvania USA

Uma família de Seattle (2 pais, um filho de 20, 2 adolescentes e uma menininha de 5 anos) está completando o seu projeto: “Learning to Love You More” consiste em 63 assigments (deveres de casa?) que envolvem os mais variados tipos de sentimentos e atitudes. Algumas são altruístas, como 31 – Passe tempo com uma pessoa que está morrendo. Umas são divertidas, como 25 – Faça um vídeo de alguém dançando. Outras são emotivas, como 32 – Desenhe a cena de um filme que te fez chorar. E carinhosas como 39 – Tire uma foto dos seus pais se beijando. E há algumas ao estilo Amélie, como: 36 – Cultive um jardim em um lugar inesperado e 9 – Desenhe uma constelação com as pintinhas de alguém.

Essas tarefas foram assimiladas e executadas por gente dos 4 cantos do mundo e a família Oliver (os artistas idealizadores do “Learning to Love You More”) posta no site os resultados dos desafios aceitos por cada uma de todas essas pessoas desconhecidas que, de alguma forma, chegaram ao projeto e abraçaram a idéia. E daí os vídeos, desenhos, fotografias, músicas, gravações e relatos gerados pelas tarefas ganharão uma exposição no Bumbershoot Festival, em Seattle, em setembro. Eu fiquei encantada com esse projeto. Quero dizer, ISSO é arte contemporânea. Arte digital, interativa e cheia de desdobramentos práticos. Espero que a arte tenha superado, enfim, aquela história de expôr tijolos com um chumaço de cabelos em cima (com a transitoriedade da vida e a desintegração do homem ou explicações parecidas) e exponha mais coisas tão belas como essas, resultantes de 63 variáveis da vida.

3:

No Girl So Sweet, no DeviantArt

Papéis de parede lindos. Pra pôr no computador, no DeviantArt. E no Icon Factory. Eu não agüentava mais o mesmo papel de parede há 6 meses. Agora salvei um monte, vai dar até pra variar.

E papéis de parede lindos. Pra pôr na parede mesmo. Quando a gente tiver a nossa própria casa ; )

These Words

4:

O final de Edwards Mãos de Tesoura. Tinha me esquecido de como era lindo.

Música do Mundo

julho 26, 2007

Putamayo Presents Turkish Groove

Meu mais novo vício:

as coletânias Putumayo Presents.

Putamayo Presents Paris

um amigo tinha me dado de aniversário há uns 3 anos atrás o Cape Verde, com músicas de artistas da ilha.

e outro dia, folheando uma revista, tinha uma crítica sobre essa coletânea de world music que eu nem sabia que era tão extensa assim. tem música de todos os cantos: asiática, africana, caribenha, francesa, mediterrânea, latina, das ilhas do pacífico… tem umas edições especiais pra crianças também. e que bom. acredito que crianças expostas a diferentes e variados estímulos, nos momentos certos, se tornam pessoas mais criativas. e o que seria a criatividade senão a expressão mais charmosa da inteligência? um pouco de mozart também não deve fazer mal. e foi por isso que pus os bebês da bessie pra escutarem mozart, bem baixinho, enquanto eles não abriam os olhos.

estou ouvindo sem parar os CDs. e as músicas provocam tantos tipos diferentes de emoções. são tão ricas e peculiares e cheias de raízes fortes, de herança, de alma.

o que sempre me remete aquele célebre questionamento: quanta coisa boa a gente perde ou deixa de conhecer do mundo quando está absorto em si próprio?

mas queria mesmo era ter os cds, de fato. porque, além disso tudo, as capas são tão lindas…

Putamayo Presents Music from the Chocolate Lands

Eu não sou caricaturável

julho 16, 2007

Na época da escola 2 pessoas tentaram me desenhar algumas vezes: meu amigo artista e meu namorado artista (hoje em dia designer-high-tech). Fui campeã da frustração de caricaturista deles. Meu amigo disse um dia: ah, desisto, você não é caricaturável.

Hoje, relaxando depois do almoço, resolvi ir lá naquele site que diz com que celebridades você mais se parece. Na rua já me disseram que eu era parecida com a Luana Piovani (!), em diferentes lugares e épocas da vida. Pois então segui as instruções do site, subi fotos de mim olhando pra câmera, no meu próprio quarto. E não roubei: sem maquiagem, sem retoques photoshopísticos, bad hair day, cara de cansaço e tudo mais. Em umas sorri mais do que em outras, em uma prendi o cabelo. E acho que consegui confundir bem o mecanismo, porque em cada um ele dizia que eu parecia mais com uma celebridade diferente. Tem umas que nunca ouvi falar. Mas tá vendo como a vida é injusta? Enquanto a minha amiga linda se parece 90% com a Kirsten Dunst o máximo que eu consegui foi 78% com a Piper Perabo, aquela de Coyote Ugly, lembra? Pelo menos tem a Anne Hathaway logo em seguida, que eu acho fofa, e a Jessica Biel aparece também, apesar de eu não achar ela nada demais, mas só o fato de ela ter sido eleita a mulher mais sexy do mundo já deve contar alguma coisa, não?

Mas se inventarem a versão brasileira e der Luana Piovani, será que eu posso concorrer a uma música do Caetano também?

O troço que move montanhas na cidade luz

julho 9, 2007

Paris, Je T’aime

Paris, Je T’Aime é auto-explicativo. Histórias de amor passadas em Paris (não tinha lugar mais adequado, não?)
20 curtas, alguns deles de diretores renomados. uns 2 deles dispensáveis, mas que nem por isso deixam de ser válidos. uma meia dúzia que a gente torce pra que continue, pra que seja um longa.

Mas não sobre o amor óbvio, homem-mulher, arroz com feijão. Tem amor de mãe, amor doentio, amor por desconhecidos, amor de pai que virou avô, amor platônico, amor próprio, amor de filho. Amor que começa na dor, no desespero, na solidão, na identificação. Amor que nasce do fim iminente. Amor que começa com admiração e amor que nunca se consuma. E o que nunca termina, mesmo depois de papéis assinados e famílias reconstituídas.

E umas pérolas, como a Maggie Gyllenhaal doidona de crack, o Gérard Depardieu fazendo uma ponta de maitre, a Ludivine quase indistingüivel, numa cena de pouca luz, Gaspard Ulliel lindo e gay, os gritos da Natalie Portman e o tapa da Fanny Ardant.

É desses que, quando sair em DVD, vou querer ver de novo.